tia tania
Setembro 6, 2009
Ontem conversei com uma tia muito querida que a anos não falava… Foi uma coincidência, na verdade telefonava pra outra tia e ocorreu de uma estar na casa da outra, e acabamos tendo uma longa conversa por skype. Nada muito profundo, coisas da nossa vida, do dia a dia, das dificuldades e virtudes da vida. De como é bom estar vivo e poder apreciar isso. Cada um a sua maneira, mas que saiba apreciar, já que a vida é uma só, e a gente é quem escolhe o que fazer dela.
Bom, isso tudo é só para deixar um recado aqui. Uma ficha que caiu hoje de manhã, e quis compartilhar. Em 23 anos, nunca tinha tido uma conversa tão franca, de escutar e ser escutada com a tia Tânia. E isso é muito precioso. Durante todos esses anos encontrei-a em mil eventos de família: casamentos, almoços, batizados, aniversários… Mas sempre ficamos na conversa superficial. E só ontem enxerguei de verdade a pessoa linda que ela é. Por isso, aproveitem muito seus familiares. Todo mundo fala que quando a gente fica longe é que dá valor mesmo pras pessoas que gosta, quando sente saudade… mas eu acho que não é só isso. Pelo menos não é (só) isso no meu caso. Acredito ser muito o fato de estar de fora da situação, em ‘outro mundo’ e poder enxergar o todo de maneira mais ampla, e ter uma idéia do quanto família é tudo nessa vida. Tudo mesmo. Amigos são ótimos, eu amo os meus. Mas família é uma só, e você não escolhe, tem sorte de nascer na sua. Por isso aproveite-a, cada membro dela. Pois em uma tia avó distante você pode achar, assim como eu, uma mulher muito especial.
a dança das 1.000 mãos
Agosto 19, 2009
A primeira vez que vi essa apresentação foi pela TV, na cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de 2004, em Atenas. Tinha achado maravilhoso…mas depois acabei esquecendo. E nem procurei saber que grupo era aquele. Eis que essa semana, (5 anos depois!!) recebo um email com um vídeo e um pouco da história dessas bailarinas e bailarinos, um verdadeiro exemplo de superação.
A história da dança, conhecida como “As Mil Mãos – GuanYin”, é que considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente principalmente porque todos os participantes são surdos. Eles se baseiam somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário (que aparecem no vídeo). O espetáculo está há muito tempo no repertório da “Chinese Disabled People’s Performing Art”, e já viajou para mais de 40 países. A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei.
Esse vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.
Enjoy it!
é tempo de flamboyant
Novembro 10, 2008
Notte a tutti!
Vim contar um pouquinho do meu final de semana que passei no sítio… e como foi bom! Fica pouco mais de uma hora de BH, e é vizinho a uma cidadezinha (inha inha inha) chamada Caetanópolis, mas o nome não tem nada a ver com o Caetano de Dona Canô. Pra começar o tempo estava perfeito! Solzão de rachar, céu azul e aquele ventinho de praia, sabe? Tudo bem que estamos a uns cento e muitos km do mar, mas deixa eu fantasiar!
Como meu avô gosta pouco de uma fazenda, tem de tudo lá…é uma bicharada só! Vaquinha, boi, cavalo, pato, galinha, ganso, passarinho, peixe, cachorros e mais cachorros…e até uma raça do cruzamento de porco com javali, que deu em javaporco! ahahaha Juro que é verdade!
Mas como ninguém aguenta só ficar cuidando dos bichos (a não ser meu querido avozinho), tem também piscina, sauna, churrasqueira, e aquela mesa enoooorme que mineiro adora pra reunir a família toda e fazer uma bela refeição, seja ela o café da manhã, almoço ou lanche da tarde! Nunca vi igual…acho que só italiano pra gostar tanto de reunir a family toda em volta de uma mesa.
Depois de uma piscininha, tem a comida mineira da Maria, com direito ao feijão tropeiro que só ela sabe fazer (e que meu namorado paulista da gema jura nunca ter comido nada igual!), buraquinho com o nonno, e muita conversa fiada na rede… vinhozinho, mais conversa fiada e lá se foi um dia no sítio.
E pra melhorar tem o visual dos flamboyant…pra quem não sabe é época dessa árvore aí da foto, uma das minhas preferidas… quando ela florece o chão fica coberto com as flores vermelhas, é de enfeitar qualquer pasagem.
Depois de um fim de semana desses espero ter uma ótima semana! Que todos tenham!
reforma ortográfica
Outubro 3, 2008
Saiu essa semana na Folha uma matéria no Cotidiano com o seguinte título “Lula sanciona o novo acordo ortográfico”. Era o que estava faltando. Enquanto o país precisa de reformas na saúde, na economia, no judiciário e até mesmo na própria política, nosso querido (inteligente e super culto, diga-se de passagem) presidente resolve mudar acentos agudos, circunflexos, tremas e hífens.
O motivo da mudança seria propiciar um novo impulso entre Brasil e Portugal, resgatar os laços com a África de língua portuguesa, enfim, aproximar as regiões que compartilham do mesmo idioma. Não entendi essa estratégia, mesmo. Sabemos muito bem que mudança ortográfica não é equivale a mudança de semânticas, construção de frases, e muito menos a alteração no vocabulário. Ou seja, com hífen ou sem hífen cada povo continuará a falar o “seu” português, com seus cacoetes e gírias.
Então pra quê perder tempo (pessoas, dinheiro…) com isso?
Mas falemos dessa tal reforma. A mudança só ocorrerá em 1º de janerio de 2009, mas desde já coloco em reflexão algumas questões. Tudo bem que a trema já estava pra lá de démodé, deveria ter saído da nossa gramática a long time ago. Outra que gostei é dos voos e enjoos não terem mais o acento gráfico, essas palavras já possuem duas letras, pra quê ainda um acento? Muito acessório pra uma palavra só. Digo o mesmo para a outra regrinha, usada para deem, leem, descreem… agreed! Mas a estória do hífen não me convenceu…muito menos a das paroxítonas sem acento. O que será daquela dúvida pra saber se a palavra escreve junta ou separado? Pára-quedas, por exemplo, era assim que escrevia, e agora virou paraquedas. O pior é que só algumas palavras deixaram de ter hífen…como saberemos quais são? Sei não… isso ta me parecendo uma grande jogada capitalista… mais uma.
estou de volta!
Setembro 23, 2008
Olá! Depois de muito tempo desaparecida, resolvi voltar a escrever. Devido a alguns imprevistos tive que adiar minha viagem para início de janeiro. Farei meu mba in mkt management com a próxima turma, pois é, terei que esperar mais alguns meses antes de me aventurar per la bella Italia! =)
Coisas da vida…
Então, até lá continuo firme com a fisio, studiando l’italiano (chiaro!), e trabalhando (sim! Pra ocupar a cabeça comecei um trabalho como freela, junto com um amigo que já havia trabalhado comigo na Loducca. To ajudando ele num projeto…bem business, do jeito que eu gosto!) Esse job deve durar até a segunda semana de outubro mais ou menos. Depois disso, pretendo escrever mais, e não só sobre Itália ou estórias minhas (“dela”), mas também sobre novidades e curiosidades no mundo da moda, das artes e do marketing!
Ah! toda vez eu esqueço de escrever isso… a foto do blog, com a pinup loira e linda que eu amo é by Alex Takaki, amigo meu, contemporâneo de ESPM, e um fotógrafo muito talentoso! =) Pra quem quer conhecer mais o trabalho dele: http://www.flickr.com/photos/alextakaki/
Me aguardem, quero fazer desse blog um site útil, que dá gosto de ler!
♥
a culpa é sempre do outro
Julho 21, 2008
Prometi a mim mesma que não escreveria sobre política, esporte ou religião. Por que? Bem, o primeiro porque não me sinto totalmente capacitada para discutir sobre a política, quer dizer, leio a Folha diariamente, (não suporto a Veja), e me informo muito pela internet, mas falar sobre a situação atual da política no país (que é = CPIs, roubalheira, lavagem de dinheiro, mensalão e cia) me dá um desânimo… e quero escrever aqui coisas boas, coisas que eu gosto.
O segundo porque sou atleticana. Pois é, torço pro Atlético Mineiro, por total influência do meu pai, e como o Galo não tem me dado muitas alegrias desde que eu nasci, prefiro não me pronunciar sobre esse assunto.
O terceiro pelo simples fato de que respeito todas as religiões, desde que, é claro, não haja fanatismos (êita palavrinha mais feia… “fanatismo”… pior ainda é o que ela significa). Continuando, acho que não tem o que ser discutido, cada um com sua crença e pronto, certo?!
Bom, mas hoje terei que abrir uma exceção e quebrarei a promessa de não escrever sobre política.
Há duas semanas, 2 policiais militares mataram um menino de 3 anos no Rio de Janeiro. Eles confundiram o carro da família em que a criança estava com o carro dos assaltantes que estavam perseguindo. Resultado? Dispararam 17 tiros (isso mesmo DEZESSETE), e como se não bastasse, depois da tragédia ainda mentiram no depoimento dizendo que tudo aconteceu porque houve troca de tiros entre o carro da PM e o dos bandidos. (ps.A essa hora o carro dos criminosos estava era bem longe dali).
Isso é um absurdo, assim como Dantas outras coisas que acontecem diariamente e não só na cidade do Rio, como também em São Paulo, BH, Recife, Vitória… Mas o ponto que eu queria chegar é que depois do acontecido o governador do RJ, Sérgio Cabral, chamou os policiais (diga-se de passagem seus subordinados) de assassinos e retardados! Peraí, quem são os assassinos? Quem são os débeis Senhor Governador? Acredito que esses PMs foram treinados e suponho que também tenham passados em concursos para exercer a profissão, através da política regente no Estado do RJ.
Não é a primeira vez que um policial ”erra”e infelizmente não será a última. (ps. na semana passada um refém foi tomado por bandido pela polícia, e durante a perseguição policial foi baleado. Depois ao chegar ao hospital os policiais mandaram os médicos não terem pressa no atendimento do sujeito, afinal “achavam”que tratava-se de um bandido, aonde foi isso? RJ). Pra resolver essa situação medonha não adianta aparecer em rede nacional, fazendo pose de mocinho e chamar a polícia de assassina! É muito fácil culpar os responsáveis diretos, afinal eles estavam lá, mas apontar os erros na base da formação desses profissionais ninguém faz, será que não é relevante, ou seria desinteressante? Não lucrativo talvez?
Não estou de maneira alguma a favor dos policiais que cometeram a barbárie, longe disso. O que acontece é que a culpa sempre é do outro. Acho que nós é que somos os retardados Senhor Governador.

