as possibilidades perdidas
Maio 26, 2009
Ciao a tutti! As coisas aqui em Roma vão muito bem, tirando o calor louco que ta fazendo nessa cidade! Nem chegou o verão ainda e os termômetros beiram os 30…31 graus! Pois é, acho que em julho vou derreter (mesmo!!!)
Mas hoje não vim aqui contar as novidades… isso faço outra hora! Prometo!
É que recebi um texto por email que me deixou bastante pensativa por alguns minutos, algo raro de acontecer nessa correria de MBA!
Então, nada melhor do que compartilhá-lo com vocês… boa semana!
AS POSSIBILIDADES PERDIDAS (Martha Medeiros)
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias,
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
§
terremoto, suécia e visita
Maio 3, 2009
Hey! (é assim que eles falam oi lá na Suécia! E ‘hey do’ é usado pra dar tiau! Original? Não? Bom, aqui na Itália é ciao pra oi e ciao pra tiau! hahahaha)
Pois é, muitas coisas aconteceram desde meu último post aqui. Um terremoto atingiu Abruzzo, uma cidade linda linda, que fica apenas 90 km de Roma. Eu senti o tremor, as 3 e meia da madrugada… muito estranho, meio surreal não ter controle de nada, estar sendo ‘sacudida’ como se fosse um tatu bola dentro da caixinha de fósoforo:) mas que dá medo, ah isso dá sim. Mas Roma, fora o susto, quase não foi afetada. A parte triste da história foram as dezenas de mortos, milhares de desabrigados e a cidade lá de Abruzzo, que ficou destruída… vi nas ruas a esperança abalada dos italianos.
Mas agora falando de coisa boa, acabei o primeiro módulo do meu curso (ah e o segundo já começou com tudo! Não sei de ooonde os professores tiram tantos assignments, papers, presentations…vai gostar de um PowerPoint na… okok) bom, mas logo depois fui pra Suécia passar uma semana lá! Páscoa em família! Minha tia mora em Gotemborg (que os suecos pronunciam graciosamente como “iotebori”), é a segunda maior cidade depois de Estocolmo. Muito linda! Me encantei por aquele país. Fomos em algumas ilhas, cidades lindinhas demais como Mastrand e Kungalf. Os suecos têm aspectos muito interessantes. Pra começar todas as janelas são enfeitadas! E não é por fora, é por dentro mesmo, em toda janela que dá pra rua tem abajours, flores, velas, bichinhos de pelúcia…um ou outro ou tudo junto! Parece cafona né?! Mas não é, é muito lindo! Não sei bem porque eles fazem isso, mas dá vontade de fazer uma grande competição pra eleger a janela mais fofa da cidade :) Outra coisa é o cuidado que a população tem com a cidade! Bonito de se ver! Ruas limpas, parquinhos e praças impecáveis! Isso sim que é primeiro mundo (sem desprezar meu país amado e a Itália que de um jeito ou de outro está me acolhendo durante esse ano). Gente, e os idosos suecos! Vi senhorinhas de 90 anos andando de trem, de bicicleta, fazendo caminhada, andando de mãos dadas com o único amor de suas vidas (ta, essa versão colorida é minha), mas algo realmente belo de se ver!
Ok, Suécia passou, e eu voltei com uma super gripe (thanks God a gripe do porco não tinha aparecido ainda!) que passou também. E essa semana recebo a minha primeira visita no apê novo, aliás, a minha primeira visita brasileira!!! Êeee!!! A Ca chega na terça, fica até sexta e na sexta a noite partimos pra Milão. Ficaremos na casa da Ma (ai que paulista falara Ca, Ma… ahahaha) Sábado Veneza e domingo só Deus sabe!
Por hoje é só! Buona settimana, ciao! (hey do!)