Que tal receber cartões postais do mundo todo? E o melhor, de gente que você não conhece que provavelmente não fala a sua língua e tem hábitos bem diferentes dos seus? Pois é, muito legal né? Essa é a proposta de um site chamado PostCrossing. Trata-se de uma rede social que faz o cruzamento dos participantes e a troca de endereços! Não é uma troca de cartões online, é a troca real, do tipo que você vai conferir a caixinha do correio e lá está aquele cartão postal da Tailândia!

 

É assim que funciona: você faz o cadastro no site e opta por “send a postcard”, então aparece por sorteio uma pessoa com o endereço e perfil na tela (o que também é enviado para o seu e-mail). Lá tem informações diversas… nome, idade, cidade e país em que o fulano mora, o que ele ou ela gosta de fazer, qual imagem prefere que venha no cartão que irá receber, se quer que você fale sobre a sua cultura, seus planos de vida, a sua rotina, e por aí vai! Depois é só colocar a mão na massa! Ver quais as línguas que seu “mate” fala e escrever o cartão, que poderá ser no bom e velho english, em um espanhol sacado, ou até arranhando um francês! Embaixo do endereço você coloca um código, que é muito importante, pois quando o destinatário receber o cartão vai postar o número do code no site, e você entrará no sorteio para receber um post card!

Eu me cadastrei e já recebi o e-mail! A minha destinatária é da Finlândia e se chama Hanna. Ela tem 20 anos e gosta de esportes radicais, Grey’s Anatomy, House, Marilyn Monroe, moda e arquitetura antiga! Tem preferência por cards em preto e branco, e quer saber sobre a minha culture e habits! Além disso, pede pra aprender alguma frase na minha língua nativa…uhmmm…o que será que vou escrever? Com certeza não será sobre carnaval, Rio e futebol. Porque lá fora, BraZil pra eles se resume a isso. Vou pensar no que escrever e depois conto a vocês! Alguma sugestão?

procura-se um milionário

Outubro 18, 2008

A foto abaixo é de uma mulher segurando um cartaz escrito “Jovem, solteira, pobre, buscando um milionário”. Ah va! Mais direta impossível! Tal fato aconteceu ontem, na Alemanha, durante a Millionaire Fair, que como o nome já diz é uma feira para os milionários da Europa (ou melhor, do mundo todo, porque se pensarmos bem, milionário que é milionário mesmo, pega seu jatinho e vai fazer umas comprinhas ali em Milão ou Paris).


O melhor é que a moça se diz pobre, (honey, você está com um casaco de pele! Ah se os pobres do mundo fossem pobres como você!). E a pergunta que não quer calar: ela arranjou um millionaire? Porque se essa tática deu certo, amanhã haverá passeata de mulheres com cartazes procurando um millionário no Atina Onassis Horse Show!

Sobre a feira:

A Millionaire Fair é uma das feiras mais famosas quando se fala em artigos de luxo, desde jóias e antiguidades, até carros, iates e viagens. A feira está em seu quinto ano, começou em Amsterdã e hoje é realizada em vários países da Europa. Essa semana ela está em Munich, aonde a moçoila da foto resolveu dar seu grito de desespero, e vai do dia 16 ao dia 19 de outubro.  

 

a crise por f/nazca

Outubro 14, 2008

Há alguns dias eu ando pensando em escrever sobre a crise… só que nada estava saindo do jeito que eu queria (pois é, vida de escritora amadora não é fácil!). Aí, ontem me deparei com um anúncio que a F/Nazca Saatchi & Saatchi fez, falando justamente sobre a crise. E acho que o texto diz tudo! O redator é ninguém menos que Fábio Fernandes, presidente e diretor de criação da agência…mas queria que tivesse sido eu! ahahaha um dia chego lá!

Mas enquanto esse dia não chega, colo aqui o texto do anúncio. Divirtam-se!

” Crise. Você Prefere com ou sem Açúcar?

Nós já enfrentamos e sobrevivemos a muitas crises. Talvez já tenhamos perdido as contas sobre o número e a origem delas. Mas a maldita já nos surpreendeu diversas vezes enquanto assobiávamos distraídos virando alguma dessas esquinas da vida. Algumas, foram provocadas pelo petróleo, outras pela Rússia ou pela China, a maioria, geradas internamente, já que em matéria de crise, o Brasil sempre foi auto-suficiente. A tal ponto, que se não chegamos a ser fraternos amigos – nós e a crise – também não podemos negar que tenhamos nos tornado íntimos conhecidos.

Nenhuma crise é igual à outra. Cada uma tem Essa que chegou com toda a força, agora, certamente é a mais diferente de todas. Porque o Brasil não tem um pingo de responsabilidade sobre o que está ocorrendo e porque o Brasil no seu melhor momento, economicamente falando. O Brasil nunca esteve tão em dia com as suas obrigações, o dever de casa feito, com um mercado interno tão forte, com empresas tão sólidas, modernas e competitivas e com suas instituições tão garantidas, para encará-la.

Mas isso não nos exime das conseqüências da crise. Que, por sinal, é também uma das mais potentes e destruidoras das que se tem notícia em quase um século. Ela já está sendo dura e será ainda mais devastadora, não precisamos ser profetas para prevê-lo.
Então, o que nos resta fazer?

O óbvio é termos medo, nos encasularmos, rezarmos para diferentes deuses, de diferentes religiões, ficarmos imóveis acreditando que qualquer mínimo movimento pode ser fatal para ela nos alcançar e, assim esperarmos, até que ela passe.

Demitir, cortar os investimentos, reduzir a produção, suspender novos projetos, reprimir os movimentos de inovação, não acreditar num retorno inesperado da demanda, também são boas e óbvias idéias. Talvez, algumas tenham mesmo que ser feitas, quem sabe?

Mas também há o inóbvio, por mais que, obviamente, a palavra inóbvio não exista. E não existe por que? Porque ninguém a disse antes, vai saber.

E é aí que reside o intuito desse nosso anúncio: apelar para os que acreditam que o inóbvio existe. Não só existe, como pode ser feito nesse exato momento onde o óbvio é o que todos pensam, todas fazem, todos professam e todos aconselham.

O intuito desse anúncio é, humildemente, tentar criar uma minúscula fagulha de otimismo, de esperança – nossa velha, desgastada, mas essa sim, querida amiga em todos os nossos célebres momentos de crise – para que ela se dissemine, se instale nas nossas cabeças, nas nossas empresas, na nossa sociedade, mesmo lutando contra esse poderoso inimigo que tão mais facilmente gosta de se instalar nesses mesmos lugares ao menor sinal de que o pior pode acontecer.

O intuito desse anúncio é despertar o empreendedorismo que sempre caracterizou o empresariado brasileiro, a coragem que sempre foi a marca registrada das nossas empresas, a capacidade inesgotável de reinvenção que sempre foi o norte dos vencedores neste nosso país.

E também é o intuito desse anúncio, demonstrar que um marketing original, é a mais poderosa fonte de energia, capaz de gerar as transformações que uma empresa precisa num momento de crise. Nós acreditamos piamente nisso. Esse é o nosso óbvio.

Acreditamos que se este não é o momento de inovar, que outro será? Acreditamos que se esse não é o momento de ser e parecer diferente dos seus concorrentes, que outro haverá de ser?

Acreditamos que se não for essa a hora de falar, enquanto muitos se calam de medo, que outra hora estará à nossa disposição para fazê-lo? Uma grande idéia, única, diferente de todo o óbvio, sempre foi e sempre será o detonador mais valioso – e menos oneroso – para mudar-se a história, o humor, a fé, a determinação e otimismo interno de uma empresa.

É isso que nós defendemos para os nossos clientes e que queremos externar para o Brasil inteiro hoje. Porque tivemos a presunção de que se nós pensamos assim, talvez você, talvez mais gente por aí também pense do mesmo jeito. E nós adoraríamos poder contar com mais gente, mais empresários, mais cidadãos para ajudar a contrariar o óbvio, a não aceitar passivamente em todas as suas piores conseqüências o medo, pelo medo.

Crises nós já enfrentamos e, queiramos ou não, ainda enfrentaremos essa um bom tempo e outras por muitas vezes. O que deve nos mover é a visão de como nós queremos ser percebidos assim que mais uma vez nós sairmos dela. De pé, ou de cócoras.

Na crise, já disseram muitos, é que se separam os homens dos meninos. Ou seja, crise, pode ser café pequeno para os homens.
Nós gostamos com açúcar. “

caboré

Outubro 12, 2008

Dia 4 de dezembro, no Dia Mundial da Propaganda, serão divulgados os ganhadores do Caboré 2008, um dos prêmios mais cobiçados do meio publicitário. Pra quem não sabe, o Caboré é realizado pelo jornal Meio e Mensagem há mais de 20 anos, e quem vota são os assinantes. São 13 categorias que premiam quem mais se destacou na propaganda durante o ano. E não são premiadas só as agências, tem categoria para os veículos, para os profissionais de marketing, e até uma que chama “Empresário ou Dirigente da Indústria da Comunicação” (essa eu acho chique!).

Por vezes já vivi no meio das campanhas super bem humoradas que as agências fazem, pedindo votos pro seu diretor de Atendimento, pro profissional da Mídia ou pra diretora de marketing daquele cliente. E este ano a Loducca, minha agência do coração, está concorrendo na categoria de Agência de Propaganda junto com as feras JWT e AlmapBBDO. Trabalhei mais de 2 anos na Loducca e posso afirmar que a agência é 10, o povo é ótimo, ambiente de trabalho idem! Nos últimos meses houveram tantas mudanças… a agência mudou de endereço (agora ta numa casa bonitona nos Jardins), ganhou várias concorrências (Peugeot, Nextel – aliás, é atualmente a melhor campanha da ag na minha opinião – Dafra, Muller…), e está crescendo mais a cada dia. Fico feliz! Morando sozinha em SP, ainda mais depois de terminar a faculdade, o povo Loduccense era como uma segunda família pra mim. Saudade de todos!

Quem assina M&M, vote Loducca para Agência do ano! Quem não assina, faça propaganda =)

Para quem quiser saber mais sobre o prêmio, é só acessar: www.cabore.com.br E o site da Loducca também foi reformulado, ta super cool e com um blog bacana criado pela galera do planning. www.loducca.com.br

hippie + yuppie = scuppie

Outubro 5, 2008

SCUP.PIE

1. Uma pessoa que deseja tudo de melhor que a vida tem a oferecer, e persegue seus sonhos de uma maneira socialmente responsável;

2. Aquele que se dedica a buscar a paz, a felicidade e o dinheiro (não necessariamente nessa ordem);

3. Alguém “verde” – i.e. aquele que entende  que amar o dinheiro não impede o amor à natureza … e vice versa.

Essas são as três definições presente no site dos Scuppies (Standing for Socially Conscious Upwardly Mobile Persons) , um novíssimo grupo de consumidores que está crescendo em escala mundial, de acordo com uma pesquisa feita pelo jornal “London Times”. O grupo, uma mistura de hippies e yuppies, é visto como o mais influente desta geração por se importar com a natureza e causas sociais, e ao mesmo tempo dar importância à qualidade de vida (leia-se $$$ !). Algumas das características do grupo, apontadas pela reportagem, são: seguir a moda, viajar , ir a supermercados naturebas, usar lençóis de algodão orgânico, ir ao Starbuck’s (mas tomar café só se tiver o selo Fair Trade, o que significa que é um produto orgânico com certificado de comércio justo), e trocar a sacola de plástico por retornáveis.

E aí? Você é um scuppie? =)

reforma ortográfica

Outubro 3, 2008

Saiu essa semana na Folha uma matéria no Cotidiano com o seguinte título “Lula sanciona o novo acordo ortográfico”. Era o que estava faltando. Enquanto o país precisa de reformas na saúde, na economia, no judiciário e até mesmo na própria política, nosso  querido (inteligente e super culto, diga-se de passagem) presidente resolve mudar acentos agudos, circunflexos, tremas e hífens.

O motivo da mudança seria propiciar um novo impulso entre Brasil e Portugal, resgatar os laços com a África de língua portuguesa, enfim, aproximar as regiões que compartilham do mesmo idioma. Não entendi essa estratégia, mesmo. Sabemos muito bem que mudança ortográfica não é equivale a mudança de semânticas, construção de frases, e muito menos a alteração no vocabulário. Ou seja, com hífen ou sem hífen cada povo continuará a falar o “seu” português, com seus cacoetes e gírias. 

Então pra quê perder tempo (pessoas, dinheiro…) com isso?

Mas falemos dessa tal reforma. A mudança só ocorrerá em 1º de janerio de 2009, mas desde já coloco em reflexão algumas questões. Tudo bem que a trema já estava pra lá de démodé, deveria ter saído da nossa gramática a long time ago. Outra que gostei é dos voos e enjoos não terem mais o acento gráfico, essas palavras já possuem duas letras, pra quê ainda um acento? Muito acessório pra uma palavra só. Digo o mesmo para a outra regrinha, usada para deem, leem, descreem… agreed! Mas a estória do hífen não me convenceu…muito menos a das paroxítonas sem acento. O que será daquela dúvida pra saber se a palavra escreve junta ou separado? Pára-quedas, por exemplo, era assim que escrevia, e agora virou paraquedas. O pior é que só algumas palavras deixaram de ter hífen…como saberemos quais são? Sei não… isso ta me parecendo uma grande jogada capitalista… mais uma.